
Tratamento da dor de origem Músculo-Esquelética
Devolva o movimento ao seu dia-a-dia
Na abordagem de um doente com dor crónica músculo-esquelética é imperioso, em primeira instância, clarificar adequadamente a sua causa e dirigir o tratamento para essa mesma patologia.
O tratamento medicamentoso da dor músculo-esquelética crónica assenta nas recomendações da organização mundial de saúde e de acordo com uma escada analgésica da dor. Os diversos grupos de medicamentos disponíveis são utilizados em função a intensidade da dor percepcionada pelo doente. Assim, no primeiro patamar da escada analgésica – Dor Ligeira – recomenda-se a terapêutica com paracetamol e anti-inflamatórios não esteróides. No segundo patamar – Dor Ligeira a Moderada – recomenda-se a associação de opióides fracos aos fármacos anteriores (como codeína e tramadol). No terceiro patamar desta escada – Dor Moderada a Severa – poderão ainda associar-se opióides fortes (como morfina, tapentadol, hidromorfona, oxicodona, buprenorfina ou fentanil).
Para além dos medicamentos específicos para o tratamento da dor, diversos fármacos poderão ser utilizados para controlar efeitos secundários de outros, potenciar a analgesia e optimizar situações clínicas, como ansiedade e depressão (muitas vezes associadas aos processos de dor crónica). Neste grupo de medicamentos consideramos os anti-eméticos, anti-obstipantes, anti-inflamatórios, analgésicos e anestésicos de aplicação tópica (cremes, pomadas, sistemas transdérmicos), relaxantes musculares, anti-espasmódicos, anticonvulsivantes (como gabapentina, pregabalina, carbamazepina, oxcarbazepina). Particular ênfase se coloca nas benzodiazepinas e alguns antidepressivos específicos que associam as suas características antidepressivas ao demonstrado efeito analgésico na dor crónica. Também como terapêutica adjuvante poderão ser usadas diversas formulações de derivados canabinóides (com chegada muito recente ao mercado português embora já em utilização deste há muitos anos noutros países).
Apenas com um programa de tratamento bem dirigido e específico para cada doente, incluindo a terapêutica medicamentosa e não medicamentosa, poderá ser conseguido o desejado sucesso terapêutico para efectivo controlo da dor, melhoria funcional e a devolução da desejada qualidade de vida ao doente.

Dr. Paulo Monteiro
Médico Especialista e Consultor em Reumatologia
Clínica de Reumatologia – Casa de Saúde S. Mateus, Hospital
Coordenador da Unidade de Reumatologia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE

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