
Verdades e Mitos na Alimentação da Grávida
Os hábitos alimentares da mãe durante a gravidez têm um papel fundamental no estabelecimento das preferências alimentares do seu filho. Assim, importa reforçar que a influência da alimentação materna na alimentação dos filhos é muito precoce, pelo que se deve garantir uma alimentação saudável durante a gravidez.
Muitas vezes a manutenção de mitos que se ouvem, sem fundamentação científica, fazem com que a grávida faça restrições na sua alimentação podendo causar, não só, desequilíbrios nutricionais para a mãe e o feto, como também condicionar a oferta do leque de sabores que o feto pode experienciar, afetando a aceitação de novos alimentos na fase de introdução alimentar.
Deixo, assim, a desmistificação de 4 mitos comuns:
– A grávida deve comer por dois. Na verdade, a grávida deve comer PARA dois em QUALIDADE e não por dois em quantidade.
– Há um peso certo que se deve aumentar durante a gravidez. O que dita o aumento de peso durante a gravidez é o peso inicial pré- conceção, pelo que o peso adequado varia de mulher para mulher.
– A grávida não pode beber café. Caso não existe nenhuma contraindicação médica, a grávida pode beber até 2 cafés expresso por dia. Só não se esqueça de que não é só o café que tem cafeína. É necessário moderar a ingestão de alimentos como o chá, o chocolate, os refrigerantes e as bebidas energéticas.
– Uma grávida com excesso de peso tem de perder peso para a gravidez correr bem. A gravidez não é a altura certa para perder o peso que se tem em excesso e muito menos para fazer dietas restritivas.
Relativamente ao medo que possa haver no consumo de certos alimentos por causa de bactérias e parasitas, como o comum toxoplasma, que se refere à toxoplasmose que tanto se ouve falar, a Organização Geral da Saúde deixa 5 chaves a cumprir para uma alimentação mais segura:
1. Manter a limpeza assegurada das mãos e das superfícies onde vamos cozinhar
2. Separar os alimentos crus dos já cozinhados
3. Cozinhar/ Confecionar bem os alimentos
4. Deixar os alimentos confecionados arrefecer antes de os refrigerar, mas não os deixar à temperatura ambiente mais do que 2 horas; manter a rede de frio, no frigorífico, dos alimentos que necessitam; e manter os alimentos cozinhados quentes (acima de 60ºC) até ao momento de serem servidos.
5. Utilizar matérias-primas seguras. Consulte os rótulos e respeite os prazos de validade e as respetivas condições de conservação.
Com isto temos a garantia de que podemos comer um pouco de tudo sem pôr em causa a saúde da mãe e do feto, sem restringir alimentos, tendo sempre em conta de que devemos comer de forma equilibrada e completa segundo o melhor guia alimentar que temos: a roda dos alimentos.
Se este artigo fez sentido para si, mas continua com dúvidas neste ou noutro tema a nível alimentar, aconselhe-se junto do seu nutricionista.
Drª Joana Silveira – Nutricionista

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